Reprodução Humana

Indicações de Tratamentos de Baixa e Alta Complexidade

Por Artur Dzik

O ideal é que a indicação da Reprodução Humana a um casal que há mais de um ano, com vida sexual ativa, está tentando, sem sucesso, engravidar, seja feita pelo seu médico, ginecologista ou aquele que se frequenta habitualmente. Por vida sexual ativa, entende-se uma a duas relações por semana, ou mais.

A partir desse fato, pode-se começar a investigar as causas da ausência de gravidez nesse casal, é o que chamamos de “propedêutica básica do casal infértil”:

Na mulher

Na mulher, se pede as sorologias, se introduz o ácido fólico, verifica-se o funcionamento das trompas (pela permeabilidade tubária, vista pela histerosalpingografia, ou seja, uma chapa do útero, um exame simples de nome complicado).

No homem

No homem, se verifica a qualidade do sêmen, através das mesmas sorologias usadas na mulher e espermograma.

Indicações

Podendo contar com o funcionamento das trompas e diante da qualidade seminal, com espermograma normal ou apenas levemente alterado, a indicação é a de procedimento de Baixa Complexidade. Ou seja, coito programado e/ou inseminação uterina.

Não podendo contar com as trompas, ou diante de um espermograma que apresente uma alteração mais acentuada do padrão seminal, então estamos falando da Alta Complexidade. Ou seja, a fertilização in vitro, com ou sem micromanipulação e com micromanipulação no caso da alteração no padrão seminal.

Porém, dentro desses critérios, devemos considerar que aqueles casais que estão encontrando dificuldade para engravidar tendo mantido vida sexual ativa por mais de três anos, esses têm um pior prognóstico para a Baixa Complexidade.

Isso porque, na Baixa Complexidade, nós acabamos corrigindo, de uma forma delicada, alguns pontos que talvez não sejam suficientes para esse casal engravidar. Ou seja, melhoramos a ovulação, colocamos o sêmen certo no lugar certo…, mas, em casais que já estão tentando engravidar a mais de três anos, todas essas possibilidades já normalmente aconteceram. Além disso, estatisticamente os resultados na Baixa Complexidade são piores nesses casais. Então o tempo é um critério importante para a definição do procedimento.

Ainda falando no tempo, um terceiro fator a ser considerado é a idade. Tanto a idade da mulher quanto a do homem, sendo que a idade da mulher é muito mais determinante na indicação do tratamento, já que o homem produz espermatozoides durante toda a vida e a mulher já nasce com um número determinado de óvulos, óvulos esses que vão envelhecendo junto com ela.

Nesse caso a Baixa Complexidade é indicada a mulheres com até 35 anos e homens com até 50 anos. Isso porque, embora os homens produzam espermatozoides por toda a vida é maior, depois dos 50 anos, o risco de problemas genéticos, além de que existe também uma queda na produção de testosterona.

E, por fim, temos que considerar também, na escolha entre Alta e Baixa Complexidade dos tratamentos na Reprodução Assistida, o fator Obesidade.
A obesidade altera a qualidade seminal no homem e a qualidade ovulatória na mulher.

TRATAMENTOS

Assista o Dr. Artur Dzik explicando o passo a passo da Inseminação Artificial

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