Inseminação Artificial

Inseminação Intrauterina (IIU) + Coito Programado

Após tentar tratamentos mais simples como a estimulação da ovulação e o coito programado, a primeira técnica de TRA a ser utilizada é a Inseminação Intrauterina (IIU).

A Inseminação Intrauterina (IIU) pode constituir tratamento bem sucedido para pacientes:

• Inférteis,

• Selecionadas,

• Que não conseguem engravidar.

Este é o tratamento que se deve usar antes de TRA mais agressivas

Entretanto, se a paciente realizar de 3 a 4 inseminações sem sucesso deve-se pensar em realizar a fertilização in vitro.

A Inseminação artificial está indicada em casos de:

• Trompas normais

• Com problemas de ovulação

• Fator cervical na mulher

• Fator masculino leve no homem

Resumo do Procedimento

1. O sêmen previamente preparado em laboratório é colocado na cavidade uterina. Essa etapa é realizada durante o período ovulatório em ciclo ovariano estimulado. Tudo devidamente monitorado pela ultrassonografia pélvica transvaginal.

2. Caso não se obtenha sucesso no resultado após 3 a 4 ciclos de IIU, deve-se passar para técnicas mais eficientes.

3. A amostra seminal utilizada é sempre do marido (Inseminação Artificial com Sêmen do Marido – AIH). Em casos em que o marido não tem espermatozoides pode-se usar sêmen de doador (Inseminação Artificial com Sêmen do Doador – AID).

4. O objetivo da IIU é a introdução de uma quantidade de sêmen no útero da parceira, para estimular a fertilização.

Como a técnica Funciona

Os mais recentes estudos sobre a inseminação intrauterina sugerem que os melhores resultados são obtidos quando a inseminação coincide com a ovulação induzida por drogas para fertilização.

Os primeiros passos para o tratamento através da IIU

São iguais àqueles utilizados em outros métodos de concepção assistida aonde a ovulação é estimulada por hormônios. Por isso, médicos falam de “superovulação e IIU” quando se referem a esta técnica. Os maiores índices de sucesso foram obtidos com as drogas para fertilização denominadas “gonadrotofinas”.

Passo a Passo na Inseminação Artificial

Como a medicação para a fertilização poderá produzir vários óvulos, é importante o acompanhamento desta fase do tratamento e/ou risco de gravidez múltipla sejam evitados.

O acompanhamento do tratamento será feito pela medição das concentrações hormonais no sangue pelo controle do desenvolvimento folicular através de ultrassonografia.

Muitos folículos implicam na produção de óvulo em demasia, aumentado o risco de uma gravidez múltipla. Portanto, o objetivo da IIU é gerar não mais que três óvulos.

A superovulação na IIU difere da FIV – fertilização “in vitro” – em que o objetivo da primeira é estimular um único folículo dominante enquanto que o objetivo da segunda é produzir o maior número possível de óvulos para serem fertilizados nos laboratórios.

Quando dois três folículos tiverem alcançado o tratamento ideal, a ovulação é induzida com uma injeção de hormônios (hCG).

Após 24 a 36 horas do desenvolvimento da ovulação, prepara-se uma amostra de sêmen (produzindo no mesmo dia) que é colocada no fundo do útero da paciente através de um cateter fino, este é um procedimento praticamente indolor. Possibilidade de 3 a 4 tentativas no período de 06 meses.

Possibilidades de sucesso na Inseminação Artificial

Os índices de sucesso da superovulação e da IIU situam-se entre 10% a 20% por ciclo, podendo alcançar 40% depois de várias tentativas no decorrer de um ano . Isso se dá quando a contagem de espermatozoides do parceiro masculino está dentro dos limites normais e as trompas da parceira estejam em boas condições.

Considerando esses dados, temos a seguinte taxa de sucesso:

A cada cem casais envolvidos em repetidos ciclos de IIU, aproximadamente 50 conseguirão engravidar e terão bebês saudáveis após um ano de tratamento.

Conduta Inseminação Artificial

• Médicos poderão tentar quatro ciclos de IIU e, se não forem bem sucedidos, recomendar outros métodos como a FIV.

• Ao contrário da FIV, a IIU não envolve uma difícil coleta de óvulos ou aplicação de anestesia geral, sendo hoje considerado um método popular e com alto índice de sucesso no tratamento da infertilidade.

• Os médicos poderão tentar quatro ciclos de IIU e, se não forem bem sucedidos, recomendar outros métodos tais como a FIV.

Riscos da Inseminação Artificial

Os riscos da IIU são poucos. Nos casos em que mais do que três folículos crescerem mais que 14 milímetros, há riscos de uma gravidez múltipla, podendo acarretar o abandono do tratamento. A gravidez múltipla está associada a altos riscos de abortos ou bebês com peso abaixo do normal – como também maiores dificuldades socioeconômicas. Também deverão ser descontinuados os ciclos que apresentarem indícios de uma rara condição conhecida como síndrome de hiperstimulação ovariana – motivo pelo qual o tratamento com drogas é sempre monitorizado . Uma dosagem muito alta da droga pode causar estímulo excessivo dos ovários, observado através de dores abdominais.

Assista o Dr. Artur Dzik explicando o passo a passo da Inseminação Artificial

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