Gravidez Ectópica

Por Prof. Dr. Artur Dzik

A Gravidez ectópica quer dizer “no lugar errado”

é a implantação do óvulo fecundado (embrião, portanto) fora do útero. No Brasil ocorrem 150 mil casos/ano, na sua maioria (95% dos casos) com essa implantação se dando nas trompas, por isso também é chamada de gravidez tubária. Mas ela pode ser também ovariana ou abdominal, o que é muito raro.

Então, o quadro clínico de uma gravidez ectópica cursa com:

• Atraso menstrual

• Sangramento vaginal intermitente

• Eventual dor abdominal

• Teste de gravidez positivo

Uma gravidez ectópica pode ser:

• Íntegra – sem hemorragia, sem anemia

• Rota – com hemorragia, caracterizando uma urgência médica ginecológica que necessita de intervenção cirúrgica iminente.

O ultrassom transvaginal confirma o diagnóstico clínico da gravidez tubária, já que, através dele, se pode ver claramente o saco gestacional ou mesmo o embrião, fora do útero.

Existe uma associação entre a reprodução assistida e a gravidez ectópica.

Uma paciente que já apresentou esse problema, tem grande chance de repeti-lo. Isso porque geralmente existem alterações anatômicas nas trompas. É rara, no entanto, a incidência de gravidez tubária em inseminação artificial, é de apenas 1 a 2%. Mesmo atualmente, com as técnicas muito delicadas de transferência embrionária com visão ultrassonográfica, às vezes, caprichosamente, o embrião rola pelo útero e acaba de instalando nas trompas.

O principal tratamento para a gravidez tubária é a retirada das trompas, a salpingetctomia, por videolaparoscopia ou por métodos convencionais, se a urgência for grande. É importante estancar a hemorragia. Em alguns casos pode se fazer uso de um medicamento, mas trata-se de um quimioterápico e, por sua toxicidade, só de deve tentar outra gravidez depois de um período de 6 meses.

O fator tubário ainda é uma das principais causas de infertilidade conjugal.

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